O Impacto da Quimioterapia na Função Cognitiva
- sitedojogenki
- 8 de out. de 2025
- 2 min de leitura
A quimioterapia é uma arma poderosa no combate ao câncer, mas seus efeitos colaterais vão muito além dos mais conhecidos, como náuseas e perda de cabelo. Um fenômeno cada vez mais reconhecido pela comunidade médica e relatado por pacientes é o "chemo brain" (também conhecido como "neblina cerebral"), um conjunto de sintomas cognitivos que afetam a memória, a concentração e o processamento de informações.
O que é o Chemo Brain?
O termo "chemo brain" descreve os déficits cognitivos que podem ocorrer antes, durante ou após o tratamento com quimioterapia. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem:
Dificuldade de concentração: Sentir-se facilmente distraído, com dificuldade para focar em uma tarefa.
Problemas de memória: Esquecer nomes, datas ou informações recentes.
Confusão mental: Sentir-se "lento" ou com a cabeça nublada.
Dificuldade em multitarefa: Não conseguir fazer várias coisas ao mesmo tempo.
Lentidão no raciocínio: Demorar mais para processar novas informações ou para resolver problemas.
Dificuldade para encontrar palavras: Ter o vocabulário na "ponta da língua" mas não conseguir usá-lo.
Por que a Quimioterapia Afeta a Cognição?
A causa exata do "chemo brain" ainda está sendo investigada, mas acredita-se que seja um fenômeno multifatorial. Algumas teorias sugerem que os medicamentos quimioterápicos podem causar inflamação no cérebro, danos às células nervosas ou alterações nos neurotransmissores. Além disso, outros fatores associados ao tratamento do câncer, como a ansiedade, a depressão, o estresse, a fadiga e as alterações no sono, também contribuem significativamente para a "neblina cerebral". A sinergia desses fatores pode intensificar os sintomas cognitivos.

Como Lidar com o Chemo Brain?
Embora o "chemo brain" possa ser frustrante, a boa notícia é que, para a maioria das pessoas, os sintomas são temporários e melhoram com o tempo após o término do tratamento. No entanto, é importante adotar estratégias para gerenciar o impacto na vida diária.
Exercício Físico: A atividade física regular, dentro das possibilidades do paciente, pode melhorar o fluxo sanguíneo cerebral e a função cognitiva.
Treino Cognitivo: Usar aplicativos de jogos de memória, fazer palavras cruzadas ou aprender uma nova habilidade pode ajudar a "exercitar" o cérebro.
Organização: Usar agendas, lembretes e listas de tarefas para auxiliar a memória.
Dieta e Sono: Manter uma alimentação equilibrada e uma boa rotina de sono são fundamentais para a saúde cerebral.
Falar com o Médico: É essencial conversar com a equipe médica sobre os sintomas para descartar outras causas e obter orientações específicas para o seu caso.
Compreender o "chemo brain" é o primeiro passo para lidar com ele. Reconhecer que esses sintomas são um efeito colateral legítimo do tratamento ajuda os pacientes a se sentirem validados e a buscar as estratégias certas para superá-los.



Comentários